quinta-feira, 26 de agosto de 2010

JACQUES LACAN


Jacques Lacan (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Lacan) retoma Freud (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud) em sua avaliação sobre o processo de aprendizagem. Para Freud o pensamento é inconsciente e se manifesta pela linguagem, atendendo a subjetividade de cada indivíduo. Assim sendo, afirma Lacan que todo processo de conhecimento acontece a nível inconsciente e não a nível da razão como entende Sócrates (http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates). Afirma ainda que este processo de conhecimento é acessado pelo método da análise, colocando à prova a manifestação inconsciente através do consciente que se revela, por exemplo, pela via dos sonhos, dos atos falhos e insights.
Pelo fato de Lacan acreditar na mestria do inconsciente no processo educativo, ele cria um método de estudo que segundo ele seria o meio para se acessar este inconsciente e obter o conhecimento. Cria portanto os cartéis que seriam grupos de 3 a 5 pessoas que estudariam um tema pelo período de 1 a 2 anos, após o que seriam mudados os seus membros para evitar o efeito "cola", pois o produto do Cartel (http://www.ebp.org.br/carteis/carteis.html) deve ser o "produto próprio de cada um" e não o do grupo todo.
No Cartel há a figura do "mais um" que é a daquele que vai orientar, velar por todos os efeitos internos da empresa e provocar sua elaboração.
O Cartel, como pode-se notar, aproxima-se da proposta da Educação Aberta e a Distância (EAD: http://www.neaad.ufes.br/quem_somos/caracteristicas_mod_ead.html), onde o tutor apenas acompanha o processo que é desenvolvido pelo aprendiz, sendo ele mais um entre os aprendizes, onde formam-se pequenos grupos que compartilham o tema proposto e onde percebe-se que o grupo nunca vai saber tudo, o que deve gerar sempre a busca pelo saber.

JACQUES RANCIÉRE


Como filosófo, a postura de Jacques Ranciére (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Ranci%C3%A8re) era baseada nos ensinamentos de Joseph Jacotot (http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Jacotot&ei=W-B2TLH2L) que defendia uma forma de educação emancipadora. Para ele, o papel do mestre era o de facilitador, proporcionando a busca individual pelo saber e potencializando a capacidade que cada ser tem em atingir a emancipação através da Educação
Ranciére criticou as mestrias de Sócrates e da Escola Tradicional (). Para ele, a postura de Sócrates traduz uma educação que “emburrece”, pois o aluno não consegue avançar sem a presença do mestre. Em relação à Escola Tradicional, Ranciére critica sua postura conteudista, intelectualista e livresca.
A ideia da metodologia em Educação Aberta e a Distância (EAD: http://www.neaad.ufes.br/quem_somos/caracteristicas_mod_ead.html), converge para as criticas feitas por Ranciére, uma vez que esta metodologia de ensino vem inovando os processos de educação, fazendo com que seja uma educação de fato emancipadora, libertando o sujeito e o tornando responsável pela sua busca do saber.

SÓCRATES E A VALORIZAÇÃO DA CAPACIDADE HUMANA NA BUSCA PELO SABER


Apesar de corresponder à Antiguidade Clássica, Sócrates desenvolveu uma postura que se diferencia radicalmente da mestria apresentada pelos Sofistas. Sócrates (http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates) demonstrou valorizar a capacidade humana na busca pelo saber e pela verdade, uma vez que a essência humana era de grande importância no processo ensino-aprendizagem. Sua postura não era a de detentor do saber, pois não ensinava, sucitava dúvidas, sem impor respostas prontas, reaproximando, desta forma, os sujeitos do saber.
Seu método de ensino, conhecido como Maiêutica (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mai%C3%AAutica), consistia basicamente em três fases:
1.convidar o interlocutor para participar do diálogo;
2.investir no saber reminiscente do interlocutor e
3.finalizar o processo quando o sujeito reconhecesse sua ignorância (Aporia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aporia), produzindo, então, o conhecimento. Toda esta temática foi ilustrada por Platão em sua obra Ménon (http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/m/menon), onde relata o diálogo de Sócrates com o estudante Ménon, exaltando a virtude humana.
Portanto, a postura de Sócrates - enquanto mestre que se preocupou com a essência do aprender - aproxima-se com a metodologia em Educação Aberta e a Distância (EAD: http://www.neaad.ufes.br/quem_somos/caracteristicas_mod_ead.html), uma vez que essas duas mestrias instigam o sujeito na busca pelo conhecimento e pela verdade.

OS SOFISTAS E A “MESTRIA DO ESPETÁCULO”


Na Antiguidade Clássica, os primeiros mestres foram os filósofos denominados Sofistas. Sua metodologia de ensino era baseada em um posicionamento superior, sendo considerados os detentores do saber. Seus ensinamentos, sempre voltados para grandes grupos - assumindo, assim, o formato de conferencia e/ou assembléia - tinham por objetivo a formação de opinião.

O discurso sofistico era uma espécie de espetáculo, que causava sensações prazerosas aos espectadores. A figura do orador era importantíssima para o sucesso do processo de ensinamento. Os Sofistas fundamentavam suas ações no jogo de linguagem, sustentando uma lógica para seu discurso. Quanto mais emoção, mais incitavam os sujeitos a aderirem sua forma de ensino. Como exemplo, temos os Erísticos (http://www.filoinfo.bem-vindo.net/filosofia/modules/lexico/entry.php?entryID=1543), que eram hábeis na arte de incitar oposições, gerando raciocínios que levavam a conclusões absurdas.

Retomando estes aspectos, em comparação à Educação Aberta e a Distancia (EAD: http://www.neaad.ufes.br/quem_somos/caracteristicas_mod_ead.html), podemos inferir que a postura de mestre Sofista se distancia da mestria proposta pela EAD, uma vez que não proporciona a construção do saber, e sim, a reprodução de opiniões.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Fique por dentro!


O Grupo Pós-Filpsi Muqui achou interessante divulgar dois portais de conteúdos "seguros" da web: o Domínio Público e o do Professor (MEC). São sites de fácil navegação que disponibilizam uma série de textos e publicações que em muito podem auxiliar na criação do processo de ensino-aprendizagem. É importante lembrar que o Domínio Público, por FALTA DE ACESSOS, quase foi retirado da web.




Seguem os links de acesso:

Vamos filosofar... sobre justiça. O que é ser justo para você???


"É preciso ser justo com os adversários, no sentido de que é necessário esforçar-se por compreender o que estes quiseram dizer realmente, e não se deter maliciosamente nos significados superficiais e imediatos de suas expressões" (Gramsci)
Alana Gomes Fernandes
Assistente Social

quinta-feira, 1 de julho de 2010


Verbo, logos, PALAVRA, diversas expressões de um mesmo e grandioso instrumento por meio do qual o homem não só se situa no MUNDO e no universo, mas faz dele o seu LAR.
(ZEA, 2005,p. 355)


A comunicação se integra com a necessidade de estarmos sempre em sitonia com o outro, gerando desta forma uma ampla rede de comunicação e interação.

Comunicar-se é manter-se próximo do outro!!!

Grupo filpsi-muqui


Idéias do Grupo...


Em uma das atividades realizadas na disciplina "Mídias na Educação", foram pesquisados no youtube alguns vídeos, afim de materializar as idéias do grupo acerca do que entendemos sobre CONHECIMENTO e INFORMAÇÃO.


Segue o link dos vídeos para acesso!

Vídeo sobre informação:
http://www.youtube.com/watch?v=zb49MIFsAv0&feature=related

Vídeo sobre conhecimento:
http://www.youtube.com/watch?v=AXzfjQeEjYg


Grupo Pós-Filpsi Muqui

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Redes Sociais. Verdade ou mentira?


Orkut, Twitter, Facebook, Ebah, MSN, Sonico e muitos, muitos outros.

Você pode ter um milhão de amigos nas redes sociais, porém, pare para pensar...

Quantos AMIGOS você tem? Quem você realmente conhece, olhou no olho, abraçou, diz bom dia ou boa noite??



Texto para refletir...






Grupo Pós-Filpsi Muqui

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Texto interessante, que relata resumidamente a história social da infância, além de baseado na teoria psicanalítica de Lacan e Freud levantar questões acerca dos problemas enfrentados hoje pelas famílias relacionados as crianças e adolescentes.


http://www.unilestemg.br/kaleidoscopio/Familia%20psicanalise%20e%20sociedade%20(MIRANDA).pdf








Grupo Pós-Filpsi Muqui

terça-feira, 22 de junho de 2010

Reflexões

O que é Filosofia senão o confronto de idéias na busca por resposta que nem sempre tem explicação?!
Filosofar deveria ser um exercício diário para que, de forma simples, pudesse analisar profundamente atos comuns ao dia-a-dia. Juntamente com a Psicanálise, esse exercício se torna uma busca de resposta e resolução para os conflitos diários.
Neide Paiva Mendonça Sturião
Licenciada em História
Coordenadora do CRAS - Muqui

Possíveis relações entre Psicanálise e Filosofia



Diante da idéia de falar em Filsofia e Psicanálise, resolvi pensar em um conceito central da obras do de Sigmund Freud: O INCONSCIENTE, e as possíveis relações com a Filosofia.


Para Freud o sujeito na sua essência é o seu inconsciente, ou seja, para saber de si próprio o homem precisa de alguma forma explorá-lo. Tarefa nada fácil, pois sabemos que o inconsciente é quase inatingível e se manisfesta através de atos falhos, lapsos de memória e chistes.


Nossa consciência, ou o que sabemos que estamos pensando, é somente a ponta do iceberg, tudo que está nas águas turvas de nossa mente faz parte do inconsciente.





Filosofia vem do grego, e significa: philos - que ama + sophia - sabedoria =


QUE AMA A SABEDORIA.


É a investigação crítica e racional dos princípios fundamentais relacionados ao mundo e ao homem.


Também é definida como reflexões das idéias sobre o homem, o mundo e o ser. A partir dessas definições é possível pensar em uma possível relação com a Psicanálise de Freud, e assim como ela, busca e estimula incessantemente que o homem conheça a si mesmo à partir de uma busca pessoal, uma reflexão interna, podendo desta forma encontrar o seu lugar de sujeito no mundo.

Zaira B. Constantino
Psicóloga

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Desafios...

Trabalhar com educação / formação é um ofício desafiador, que demanda ao profissional não apenas comprometimento, mas principalmente amor. Conheço pouco tanto de Filosofia, quanto de Psicanálise, mas acredito que as construções propostas nesta especialização irão permitir a ampliação de meus horizontes e, principalmente, a qualificação do meu fazer.

Deixo aqui um pensamento de FREUD, só para iniciar nossas reflexões:

“O que se precisa para ser feliz? Trabalho e amor!”.

Bons estudos para todos!

Raquel Coimbra - Professora

Filosofar com o olhar da Psicanálise?!

Filosofar com o olhar na psicanálise seria a eterna busca por explicar o inexplicável.

O que de fato buscamos?

· Uma oportunidade de nos olharmos e analisarmos;

· Uma constante busca para a explicação de nossos atos.

Talvez pudesse estar sempre conectada e ativa nas buscas de explicações plausíveis ao que seria, na verdade, uma busca incessante de estar bem e comunicar-se bem com a comunidade que buscamos nos interagir. Analisar de uma forma crítica, buscando nos entender para, desta forma, entender o sistema complexo que estamos inseridos.

Lidiany Candido Schiavo de Carvalho

Pedagoga

Primeiras palavras...


Pensar Filosofia e Psicanálise, unidas, ainda parece bastante complexo. A Filosofia, em si, consiste num vasto campo de “por quês” que convergem para a construção do conhecimento. Já a Psicanálise representa um ramo da Psicologia em que se propõe a compreensão do homem enquanto “sujeito do inconsciente”. Não obstante, apesar de conhecer um pouquinho de ambas, até então, o contato com estes campos foi um pouco tímido, no que diz respeito à possibilidade de uma correlação entre essas categorias. Assim, acredito que neste espaço será possível levantar algumas discussões para a construção de idéias e pensamentos que venham a potencializar minha relação com o OUTRO, especialmente com meus usuários!

TAISMANE CLARICE
Assistente Social