Na Antiguidade Clássica, os primeiros mestres foram os filósofos denominados Sofistas. Sua metodologia de ensino era baseada em um posicionamento superior, sendo considerados os detentores do saber. Seus ensinamentos, sempre voltados para grandes grupos - assumindo, assim, o formato de conferencia e/ou assembléia - tinham por objetivo a formação de opinião.
O discurso sofistico era uma espécie de espetáculo, que causava sensações prazerosas aos espectadores. A figura do orador era importantíssima para o sucesso do processo de ensinamento. Os Sofistas fundamentavam suas ações no jogo de linguagem, sustentando uma lógica para seu discurso. Quanto mais emoção, mais incitavam os sujeitos a aderirem sua forma de ensino. Como exemplo, temos os Erísticos (http://www.filoinfo.bem-vindo.net/filosofia/modules/lexico/entry.php?entryID=1543), que eram hábeis na arte de incitar oposições, gerando raciocínios que levavam a conclusões absurdas.
Retomando estes aspectos, em comparação à Educação Aberta e a Distancia (EAD: http://www.neaad.ufes.br/quem_somos/caracteristicas_mod_ead.html), podemos inferir que a postura de mestre Sofista se distancia da mestria proposta pela EAD, uma vez que não proporciona a construção do saber, e sim, a reprodução de opiniões.
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